é isso mesmo. eu não consigo ser blasé. O adjetivo, que segundo o dicionário significa alguém  “1. que exprime completa indiferença pela novidade, pelo que deve comover, chocar etc. ou 2. que demonstra apatia ou desinteresse em relação a tudo, por sentir ou crer ter esgotado todas as possibilidades de experiências ou sensações”, não serve para mim. Não sou dessas. eu demonstro interesse, eu me comovo, provavelmente um pouco demais, até. mas, Oh well, é a vida.

Essa vida linda que me levou domingo para assistir a nova animação da Disney com a Pixar, Divertida mente. Confesso que quando o filme lançou ele não estava na minha lista de preferências, mas os comentários positivos de amigos me convenceram a ir.

Fui sem expectativas, feliz por estar na companhia de uma grande e maravilhosa amiga que eu não via fazia tempo e também por ir no cinema. O filme surpreendeu e muito, ele é delicado, perspicaz e contado de uma maneira muito inteligente.  Ele coloca nossos sentimentos como protagonistas, impossível ficar blasé.

A cena mas bonita é quando a alegria percebe a importância da tristeza. Afinal, do que seriam os momentos felizes se não tivéssemos experimentado os tristes, não? E, muitas vezes, um pode nascer do outro.

Eu adorei o filme, com cada sentimento tão bem, representado e a lindinha da Riley lidando com eles. Cada pessoa lida de uma maneira com as milhões de emoções que passamos todos os dias. Tem aquelas blasé, que agem como se nada afetasse. As vezes eu queria ser assim, e poder fingir que certas coisas são banais demais para dar atenção. Mas, por outro lado, pensando bem, não queria não. Eu gosto de me comover, de ser feliz com as coisas pequenas, de rir de idiotices, de agradecer por cada dia que amanhece ensolarado. Ou dos dias de chuva em que posso ficar em casa comendo pipoca e vendo série e chorando, por que, as vezes a vida não é fácil e perceber que chorar é bom, e que ninguém deveria se envergonhar de não estar sempre bem. A alegria percebe isso em Divertida mente, e nós deveríamos nos espelhar.

Rir é uma delicia, mas vamos lembrar que rir de tudo  é desespero, como diz muito bem Frejat naquela música maravilhosa amor para recomeçar. Mas, anyways, tá aqui o trailer, assiste !

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